segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quem é a Geração Y?


X, Y, Z. Letras que fugiram do alfabeto para definir gerações. E por que será que hoje tanto se fala na tal “Geração Y”?! O que ela tem de diferente das outras gerações de jovens?  Será que você faz parte dela? O Olhar Digital inicia hoje uma série de reportagens para explicar tudo isso. A partir de agora você vai saber quem é a “Geração Y”.   Muitos adjetivos tentam classificar os nascidos entre o começo dos anos 80 e o final da década de 90: imediatista, superficial e insubordinado são alguns deles. Mas estas não são as características mais importantes da chamada “Geração Y”. O que mais chama atenção nesses jovens é o fato de eles terem nascido em uma época de grandes avanços tecnológicos e, conseqüentemente, estarem o tempo todo conectados e cercados de informações por todos os lados. 


Esta é a primeira geração que não precisou aprender a dominar as máquinas, mas nasceu com elas; são os “nativos digitais”, que cresceram sob a influência direta da internet. 

"A internet foi o grande diferencial dessa geração de jovens em relação as outras juventudes. Assim como a televisão influenciu os jovens da década de 60 e 70.  A internet, de uma certa forma, transformou o comportamento de todas as pessoas", explica Sidnei Oliveira, consultor especialista em gerações. 

Aos 24 anos, André de Oliveira tem a tecnologia presente em 100% do seu dia-a-dia. Seja em casa, no trabalho ou na hora de se divertir. Ele reconhece essa facilidade da sua geração; tem tudo muito fácil, a um clique de distância - o que ajuda muito, mas às vezes acaba sufocando.

"É ´information overload´. Você se sente todos os dias massacrado por uma quantidade gigante de coisas e isso vai te deixando angustiado. É aquela coisa, você abre o e-reader e sabe que mesmo se não fizesse nada o dia inteiro não daria pra ler aquela quantidade de coisas", conta André Lucas de Oliveira, publicitário. 
Outra característica muito marcante desta geração é o fato de ser multi-tarefa. Não é raro você encontrar um jovem Y conversando com amigos no computador, ouvindo música e enviando mensagens pelo celular... tudo isso enquanto trabalha. Surpreendente é que eles conseguem lidar com isso.  "Eu, por exemplo, vejo meu filho abrindo tanta janela no computador que eu fico confuso. Quando eu tenho dúvidas, eu pergunto pra ele como faz. Porque eu já não consigo mais digerir aquele número de informação, mas ele consegue perfeitamente", diz Aleksandar Mandic, empresário e um dos pioneiros da internet no Brasil.

André também é assim. Não consegue trabalhar sem música nos ouvidos e está acostumado a fazer várias coisas ao mesmo tempo. Mas ainda não sabe se isso é bom ou ruim. "Essa multiplicidade que a gente vive tem o lado negativo, que é a dificuldade extrema de conseguir ter foco e, ao mesmo tempo, a gente fica meio dependente desse raciocínio multitasking. Então, se eu não tô com fone, eu não consigo trabalhar, escrever ou fazer uma apresentação. Eu não consigo me concentrar ", conta André. Segundo Sidnei, tem uma coisa que se vê muito nessa geração, que é a dificuldade de manter foco. "Como o mundo é cheio de possibilidades e alternativas, ele fica com medo e não se dá muito bem com o fracasso. Para não perder, ele evita escolher", explica. 

Claro, os jovens “Y” têm ponto de vista e valores diferentes das gerações anteriores. Provavelmente seus pais e avós se perderiam em meio a tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Além disso, com muito mais liberdade de expressão, essa “Geração Y” tem outras preocupações e tenta sempre postergar compromissos e responsabilidades. Mas tem suas causas e estão, sim, preocupados em construir um mundo melhor. Assim como jovens de todas outras gerações, eles também são ansiosos e rebeldes.
  "Todo jovem é meio ansioso, irreverente, rebelde e contesta a realidade que ele tá. Isso não é a geração Y. Eles são jovens como era a X, ou a Baby Boomer. Talvez no aspecto de rebeldia, a geração Baby Boomer, que é da década de 50, foi muito mais intensa e contestou muito. Todo jovem tem as mesmas características", explica o consultor.   Com todas as suas peculiaridades, essa geração chama ainda mais atenção porque está tomando conta agora do mercado de trabalho no Brasil e em outros países. Eles serão o grande vetor de mudança e em questão de tempo, sim, vão dominar o mundo. 

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