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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tecnologia e Educação

Aluno está acostumado com o mundo interativo, por isso a escola deve mudar, diz especialista em Educação à distância
Por: Bruna Nicolielo - Portal Educar para Crescer - 20 de janeiro de 2010
Ipod, Orkut, Twitter, Facebook, e-readers... A disseminação da internet e de recursos digitais está promovendo uma revolução em vários aspectos da nossa vida. A Educação é uma das áreas mais afetadas, afinal os novos tempos exigem também novas competências e habilidades. Imersos em um mundo marcado pelo excesso de informação, agora os alunos têm de dominar muitas aptidões além do tradicional. Nesse cenário, mais importante que decorar fatos históricos é interpretar diversas fontes históricas e escolher aquela que é a mais significativa; mais importante que conhecer a fórmula de Báskara ou as Leis de Newton é fazer as perguntas certas e lidar não com nacos de informação, mas com temas transversais, que cruzam conhecimentos de várias disciplinas. Novos tipos de alfabetização são exigidos e hoje, os estudantes têm de interpretar imagens e códigos audiovisuais, não mais apenas textos verbais. "O aluno está acostumado com o mundo interativo. Se não gosta do programa, aperta o controle remoto e muda de canal. Quando ele vai para a escola e não gosta do professor ou da matéria, ele também quer nullapertar o controlenull", afirma Frederic Litto, fundador da Escola do Futuro, unidade da Universidade de São Paulo (USP) dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de projetos que aplicam a tecnologia à Educação.
Essa mudança de paradigma exige uma nova Educação, onde outras formas de aprender são valorizadas, em detrimento da Educação tradicional. "O mundo mudou, a escola não mudou. Mas tem de mudar", explica Litto, hoje presidente da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED). Ambientes virtuais de aprendizagem, como a Caverna Digital, um sistema de realidade virtual, ainda engatinham no Brasil. Do mesmo modo, a Educação à distância sofre duras criticas, apesar de crescer anualmente, apontam dados do Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC). Esse universo é a especialidade de Litto, um americano que se graduou e doutorou nos Estados Unidos, mas veio parar no Brasil por conta de uma brasileira, que conheceu em uma universidade americana e com quem é casado até hoje: a biblioteconomista Inês Litto. Defensor das novas tecnologias, porém nada deslumbrado, Litto recebeu a repórter Bruna Nicolielo em sua casa, nos Jardins, em São Paulo. Na entrevista a seguir, ele fala sobre a Educação do Futuro, as mudanças que a tecnologia tem provocado na formas de aprender, educação à distância, entre outros temas.
1. Quais as tendências para a Educação do futuro?


quarta-feira, 16 de março de 2011

Redes Sociais na Educação

Cenpec entrevista Margarita Gomez, autora do livro Educação em Rede Uma visão Emancipadora

Formada em Ciências da Educação na Argentina, mestre em Comunicação pela Universidade de São Paulo e doutora em Educação pela mesma instituição, Margarita Gomez é autora do livro "Educação em rede: uma visão emancipadora" (Cortez Editora).

Atualmente, é professora do mestrado em Educação na Universidade Vale do Rio Verde (Unincor/MG), onde desenvolve pesquisas na área de formação de professores, educação à distância e em rede.

Em entrevista ao Cenpec, Margarita fala sobre os benefícios do uso das redes sociais nas escolas, mas ressalva: "O fortalecimento da rede não basta se não for acompanhado pelo cuidado das pessoas, alunos e professores, e da vida em particular".


Redes sociais na Educação

Professor deve agregar valor à tecnologia, diz consultor de ensino

Luciana Alvarez - O Estado de S.Paulo


A caminho do Brasil para participar de um congresso sobre redes sociais aplicadas à educação, o consultor colombiano Diego Leal diz que o primeiro passo para que professores e escolas aproveitem melhor o potencial da tecnologia é reconhecer que o conhecimento não reside em apenas uma pessoa. O objetivo é, portanto, fortalecer cada um dos nós da rede. Mas Leal não acredita que essa nova estrutura ameace o papel do docente, que deve encontrar formas criativas de agregar valor às práticas tecnológicas dos seus alunos.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

David Buckingham fala sobre Educação para as mídias

Para o especialista britânico, em vez de denunciar os perigos da TV, videogame e internet, é melhor ajudar a turma a fazer escolhas conscientes

Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br), de Londres, Inglaterra

David Buckingham. Foto: Rodrigo Ratier
David Buckingham
Não é novidade, mas não deixa de ser chocante: nos países mais urbanizados (o que inclui o Brasil), crianças e jovens veem mais horas de TV do que de aulas. Se somarmos o tempo dedicado a outros meios de comunicação - internet, rádio, revistas e videogames -, o consumo de mídia na infância e adolescência só perde para o período de sono. Por isso, a importância de debater o assunto na escola é evidente. Para muitos professores, essa tarefa resume-se a alertar a turma sobre os perigos: a TV manipula, a publicidade estimula valores vazios, a internet está cheia de predadores sexuais. Pode não ser a melhor saída. "Essa atuação parte do princípio de que as crianças são vítimas passivas da influência dos meios de comunicação, o que não costuma ocorrer", afirma o britânico David Buckingham, diretor do Centro para o Estudo das Crianças, Juventude e Mídia na Universidade de Londres. Autor de 24 livros (apenas um deles publicado no Brasil) e com 30 anos de experiência na docência e na formação, o especialista defende que o trabalho deve estar focado no questionamento e na reflexão para preparar os jovens a fazer escolhas conscientes, tanto como consumidores (interpretando e julgando o que leem e assistem) quanto como produtores de mídia (usando as tecnologias para expressar seus pontos de vista). De seu escritório, em Londres, Buckingham concedeu a NOVA ESCOLA a seguinte entrevista.